Bebiana Rocha
A Salis inicia um novo capítulo. A marca portuguesa de swimwear foi lançada em abril do ano passado por Vânia Reis e conta com o know-how produtivo de mais de 50 anos da Silsa. Um ano depois, o foco está na linha crinkle, desenvolvida para se adaptar a diferentes corpos, do XS ao XL. O objetivo, partilha a fundadora, é entregar uma “proposta intuitiva e descomplicada de swimwear”.
Vânia Reis mostra-se satisfeita por ter conquistado um público fiel ao longo deste primeiro ano. Atualmente, a Salis já conta com vários pontos de venda em Portugal e um ponto de venda internacional, em Menorca, para além da loja online, que continua a ser o principal canal de contacto com os clientes.
“Acabámos por caminhar muito este ano. Desistimos da linha de lycra e focámo-nos na linha crinkle, que foi uma grande surpresa em termos de aceitação do mercado. Percebemos que não existia nada do género no mercado português, com esta capacidade de adaptação ao corpo. Muitas vezes, o biquíni serve em cima e não serve em baixo. Vendíamos tamanhos separados, mas isso acabava por criar constrangimentos ao nível das quantidades”, contextualiza.
Neste momento, a Salis está presente em 19 lojas. Em território nacional, os clientes concentram-se sobretudo na zona de Lisboa e Cascais. “A The Fitting Room foi a primeira loja com que trabalhámos. Estamos também a tentar entrar em hotéis de luxo. Temos uma equipa no Algarve a visitar unidades hoteleiras e a aceitação tem sido muito positiva”, revela.
A oportunidade de entrar em Menorca surgiu através de um contacto direto de Vânia Reis com uma loja local. “Está a correr super bem”, sublinha. No que diz respeito ao processo de internacionalização, a marca começa por Espanha, numa lógica de proximidade. “Temos um showroom com o qual estamos a trabalhar em Barcelona. Estamos também em reuniões em Itália”, adianta.
Apesar da expansão, a estratégia da Salis mantém-se inalterada: produção interna e pequenas séries. “Estamos a desenvolver uma segunda malha com barras”, avança em primeira mão.
Mais do que seguir tendências, a fundadora explica que a prioridade passa por ouvir as lojas e os clientes. “A marca posicionou-se como um produto de continuidade. Achamos que deve ser assim e estamos a trabalhar para reaproveitar desperdícios e transformá-los em tótós de cabelo, o que poderá ser um novo produto para a próxima coleção. O facto de termos um modelo one size fits all também reduz as devoluções”, refere, mostrando um lado sustentável.
Focada numa abordagem próxima e orientada para o propósito da marca, Vânia Reis diz-se motivada por “trazer confiança e conforto às mulheres”. O cuidado com o cliente é, aliás, um dos pilares da Salis. “Procuramos que o encantamento esteja presente em todos os pontos de contacto. Os dados não substituem o ligar ao cliente”, conclui, otimista para o futuro.