Bebiana Rocha
As revoltas estudantis no Bangladesh, que se intensificaram no final da semana passada, afetaram a produção do segundo maior exportador têxtil do mundo. Existem mais de 4500 fábricas a operar no sector, a maior delas localizadas nos arredores de Daca, local onde os protestos foram mais intensos.
As manifestações contra um sistema de quota de emprego no sector público espalharam-se por todo o país e, na sexta-feira, as comunicações, tanto rodoviárias, telefónicas e internet, foram cortadas, tendo sido declarado um recolher obrigatório que afetou a produção. O Supremo Tribunal já voltou atrás ontem com a decisão sobre as quotas de contratação, esperando-se assim que a normalidade seja retomada aos poucos.
O sector têxtil e vestuário é dos que tem mais impacto na economia do Bangladesh: contribui com mais de 13% para o PIB do país e mais de 84% das receitas das exportações provêm de produtos têxteis.
Segundo um estudo da Mordor Intelligence, o mercado têxtil do Bangladesh está estimado em 19,04 mil milhões de dólares para 2024 e deverá atingir os 25,25 mil milhões em 2029. Recorde-se ainda que a Europa recebe 61% das exportações anuais da ITV do Bangladesh.