11 julho 23
Exportações

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Retalho mundial coloca exportações têxteis no vermelho

A quebra no retalho mundial de moda continua a impactar as exportações portuguesas de têxteis e vestuário. Pelo oitavo mês consecutivo, as exportações de têxteis e vestuário em quantidade permanecem com taxas de evolução homólogas mensais negativas (desde outubro de 2022).

Em comunicado assinado por Mário Jorge Machado, presidente da ATP, a associação refere que, em valor, os registos mensais têm sido mais inconsistentes, mas os dois últimos meses conhecidos (abril e maio) confirmaram as preocupações que os empresários do sector têm vindo a manifestar à ATP.

De facto, após um abril angustiante (-16% em valor exportado e -21% em quantidade), em maio, registou-se uma ligeira melhoria face a abril, mas ainda assim com resultados inquietantes: -6% em valor e -9% em quantidade.

Em termos de grandes rubricas de produtos, as exportações de vestuário caíram 4% em valor e 8% em quantidade. Apesar destes resultados negativos para o subsector do vestuário, as exportações de vestuário em tecido aumentaram 11% em valor e 12% em quantidade. Representam agora 18% do total das exportações do sector (as exportações de vestuário em malha representam 38% – no total, o vestuário contribui com 56% para as exportações deste sector).

A categoria de produtos onde se incluem os têxteis para o lar exportou menos 12 milhões euros, tendo sofrido uma quebra de 15% em valor e 8% em quantidade.

Numa breve análise aos destinos das exportações em maio, há a destacar o seguinte: Espanha foi o destino que registou maior acréscimo absoluto em valor exportado (+3,2 milhões de euros; equivalente a +2%), seguido de Marrocos (+2,8 milhões de euros; +70%); os EUA foram o destino que registou maior quebra absoluta em valor exportado (-13,6 milhões de euros; equivalente a -30%), seguido de Itália (-6,2 milhões de euros; -14%) e França (-4,4 milhões de euros; -5%); e considerando o volume, os destinos que registaram maior acréscimo em quantidade foram os Emirados Árabes Unidos, o Reino Unido e a Argélia.

Em termos acumulados (janeiro a maio), as exportações de têxteis e vestuário ascenderam a 2.535,7 milhões de euros (-3% face ao mesmo período de 2022) e 218 mil toneladas (-11%).

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