Bebiana Rocha
A OCDE publicou no passado mês de fevereiro um relatório sobre as métricas ESG utilizadas por agências para avaliar o desempenho das empresas. O objetivo com este estudo foi perceber se há comparabilidade entre as métricas estabelecidas, em caso negativo quais são as variações mais significativas.
As principais conclusões que podemos retirar do documento são que: as métricas políticas são as mais usadas pelas agências, em detrimento das métricas dinâmicas, que incluem informações sobre progresso e metas das empresas baseadas nos seus investimentos e despesas. O ambiente do negócio também é pouco considerado.
O estudo é composto por mais de duas mil métricas recolhidas de oito produtos com classificação ESG, de oito fornecedores proeminentes. O conjunto dos dados cobre mais de 80% da quota de mercado total estimada de fornecedores de dados ESG em 2023.
Entre as lacunas mencionadas podemos também enumerar que: mais de 20 métricas diferentes são usadas em média para medir o desempenho relacionado com a governança corporativa e ética empresarial, em comparação com menos de cinco métricas para tópicos como a biodiversidade e resiliência empresarial.
Denuncia ainda que o tópico dos direitos humanos não faz parte da classificação ESG na maioria dos casos e que uma pequena parte das métricas está relacionada com as medidas de due dilligence baseadas em risco.