Maria Monteiro
Ao longo do tempo, a indústria têxtil tem sido caracterizada por uma fraca colaboração com os fornecedores, mas isso está a mudar: de acordo com um inquérito da consultora McKinsey, do conjunto de fornecedores das marcas, apenas 10% têm uma relação “transacional” , metade do que sucedia em 2019.
Em 2028, a consultora estima que esta percentagem irá cair para 3%. Ao contrário, 97% das marcas terão relações de longo prazo com os seus fornecedores. Desde 2023, os gestores de compras estão a começar a tomar novas direções. A pesquisa observa que relacionamentos mais profundos (incluindo compromissos de longo prazo, planos estratégicos e parcerias colaborativas) representam 43% da base total de fornecedores de vestuário, face aos 16% registados em 2019.
Em conformidade com o estudo, as empresas europeias estão a liderar a mudança para o compromisso de volume a longo prazo, enquanto a maioria das empresas norte-americanas tem menos probabilidade de se envolver com os seus fornecedores para grandes volumes. Atualmente, mais de 80% das grandes empresas estabeleceram algum tipo de parceria com os seus fornecedores, enquanto as pequenas e médias empresas adotam uma abordagem mais transnacional.
Nos últimos anos, grupos como a Inditex, a H&M ou a Zalando (para além dos gigantes do luxo, onde a integração vertical é mais frequente) investiram ou assinaram acordos de compra com fornecedores, nomeadamente de matérias-primas preferenciais.