Bebiana Rocha
Na passada sexta-feira, o Ministério das Finanças britânico anunciou a intenção de eliminar a atual isenção de tarifas aplicadas a importações individuais com valor inferior a 135 libras. A medida poderá gerar cerca de 500 milhões de libras por ano para o Estado.
“Chegou o momento de garantir que os nossos estabelecimentos locais conseguem competir de forma justa com vendedores estrangeiros e continuar a impulsionar o crescimento e a criação de emprego em todo o Reino Unido”, afirmou a ministra das Finanças, Rachael Reeves. A responsável tem vindo a enfrentar crescente pressão por parte de grandes retalhistas nacionais, como a Next e a Associated British Foods (dona da Primark), que acusam empresas estrangeiras — muitas vezes sediadas na China — de beneficiarem de condições comerciais mais favoráveis, nomeadamente pela ausência de pagamento de tarifas.
Num comunicado, o Governo adiantou que, para além de eliminar esta isenção no próximo orçamento, irá lançar uma consulta pública sobre os novos mecanismos aduaneiros. “Esta medida encerra uma lacuna que prejudicou as empresas britânicas, afetou o comércio local e permitiu ignorar padrões de segurança adequados. Esperamos, por isso, que seja implementada rapidamente”, declarou George Weston, diretor executivo da ABF.
A expectativa é que as novas regras sigam o exemplo dos Estados Unidos e das medidas previstas pela União Europeia.