Ana Rodrigues
A Recovo, especialista na distribuição de stock têxtil para empresas do sector, ampliou o seu portefólio de serviços e passou a incluir duas novas linhas para dar uma nova vida aos tecidos, uma delas a reciclagem de roupas pós-consumo. A empresa catalã passa assim a ser intermediária entre a moda e a reciclagem.
A Recovo inclui nos seus serviços a possibilidade dos operadores do sector transformarem os seus excedentes em fios que podem regressar às linhas de produção, bem como converter em tecido peças de vestuário com defeitos e que não podem ser utilizados no consumo final.
Mais ainda, a nova estratégia inclui o upcycling dos excedentes dos seus próprios clientes. Nesse sentido, a empresa coloca os operadores em contacto com grupos de reciclagem para que reconvertam o seu stock em novos tecidos.
No início de 2022, a empresa catalã contava com mais de 90 clientes; atualmente já são mais de 650, espalhados por 16 países europeus. No primeiro trimestre de 2023, cresceu 60% face ao último trimestre do ano anterior, segundo dados que não referem o volume de negócios.
Após o primeiro ano de atividade, a empresa fechou 2022 superando os valores do ano de arranque. No primeiro trimestre de 2023, a Recovo cresceu 60% face ao último trimestre do ano anterior, embora não forneça o volume de negócios. O CEO da empresa admitiu que espera continuar a crescer e superar o volume de negócios de 2022.
Recordemos que em outubro de 2022, a Mango entrou no capital da empresa através do acelerador Mango StartUp Studio que teve como objetivo financiar o projeto de recuperação têxtil da Recovo através de um programa de aceleração e um empréstimo de participação conversível.