13 junho 22
Feiras

Jorge Fiel

Reciclados e novas fibras: a aposta da Mundotêxtil na Heimtextil 

Materiais e fibras alternativas ao algodão – com forte componente de reciclados e fibras emergentes com reduzido impacto ambiental – ou algodão carbono positivo são o alfa e ómega da coleção inspirada na economia circular que a Mundotêxtil vai apresentar na Heimtextil Summer Special, que abre as portas no próximo dia 21 na Messe Frankfurt.
“Apostamos no aproveitamento dos desperdícios sem valor acrescentado que gerámos e são incorporados nestes novos produtos”, explica Ana Vaz Pinheiro, administradora da Mundotêxtil, acrescentando que outra das novidades que levará a Frankfurt é uma tecnologia de rastreabilidade incorporada na matéria-prima e que, de forma transparente, permite conhecer todo o caminho percorrido pelo artigo até chegar à prateleira.

Ana Vaz Pinheiro reconhece que a data de realização desta Heimtextil não é a melhor, mas chama a atenção para o facto de se realizar em simultâneo com a Techtextil e Texprocess ser uma inequívoca mais-valia que atrairá visitantes de áreas de negócios complementares.

“Vemos com bons olhos a junção destas três feiras. E, para além disso, entendemos que é importante aproveitar o regresso destes eventos para mostrar, de uma forma mais global, o que temos desenvolvido em termos de sustentabilidade, inovação e design”, afirma a responsável da Mundotêxtil.
A decisão de participação na edição especial da Heimtextil foi bastante ponderada no interior da Mundotêxtil e só foi tomada depois de abordar  parceiros e clientes para perceber a sua receptividade, bem como as intenções de visita. “Sabemos que as expectativas que temos poderão não ser atingidas. Para mitigar o risco optamos por alterar o formato de participação, com um espaço de exposição mais pequeno e deslocando uma equipa comercial mais reduzida”, diz Ana Vaz Pinheiro.

Um 2021 muito bom para os têxteis lar, criando-se assim grandes expectativas para o corrente ano, que poderão não se concretizar devido à instabilidade geopolítica. “A volatilidade dos mercados, a forte pressão nas cadeias de abastecimento e nos preços, a inflação e a perda do poder de compra são os ingredientes perfeitos para uma crise global”, analisa a gestora.

“Trabalhar, investir, inovar neste clima de incerteza é o maior desafio que teremos de ultrapassar nos próximos anos. A gestão de todas estas disrupções, a capacidade de lidar com as adversidades, resistir a choques, gerir o risco, conhecendo-o de forma holística, será essencial para que as empresas consigam, de forma ágil e integrada, recuperar e prosperar”, conclui Ana Vaz Pinheiro.
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