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A Troficolor não tem dúvidas, prefere os reciclados aos orgânicos e essa é a sua aposta estratégica. “O reciclado é muitíssimo mais sustentável que o orgânico, que representa um enorme desperdício de água e energia”, explica Carlos Azevedo, gestor comercial da empresa da Famalicão.
Reusar, aproveitar o que já existe, são o alfa e o ómega do pensamento estratégico da Troficolor, que já faz com tecidos reciclados cerca de 30% do seu volume de negócios.
“Reciclar ainda fica caro mas já é o presente e vai ser o futuro”, afirma Pedro Serra, acrescentando que ainda sentem alguma dificuldade no aprovisionamento de matéria-prima para reciclar.
O upcycling é outra das grandes apostas da Troficolor e isso é bem logo à primeira vista no stand da empresa na Premiére Vision.
“Estamos a reintroduzir no mercado tecidos antigos que tínhamos em stock. A reaproveitar tecidos que estavam encalhados, conjugando duas ou três peças diferentes de para lhes dar uma nova vida”, explica Pedro Serra.
O milagre que a Troficolor tem em curso consiste em voltar a por na moda o que já foi moda – mas estava fora de moda. A inovação não tem de ser sinónimo de invenção. A roda já tinha sido inventada há milhares de anos e a mala há centenas de anos quando alguém teve a ideia inovadora de juntar as duas coisas e fazer as utilíssimas malas com rodinhas.
Um otimismo moderado é o estado de espírito da Troficolor para este ano. O primeiro trimestre foi bom, mas no segundo registou-se um abrandamento. “A Europa arrefeceu”, resume Pedro, acrescentando: “Esperamos resultados em linha com os do ano passado. Até pode haver uma quebra, mas nós até esperamos conseguir fazer um bocadinho melhor. Mas não nos podemos queixar, o negócio não está a correr mal”.