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A Fitecom apareceu em Paris vestida pela primeira vez com duas certificações – RWS (Responsible Wool Standard) e GRS (Global Recycled Standard) que respondem pela seriedade do seu compromisso com a sustentabilidade – e, ainda, com uma aposta cada vez mais clara no casaco.
“O casaco sempre foi o nosso core. O uso do fato está cada vez mais circunscrito a cerimónias. No fato continuamos a ter uma oferta em 100% lã ou uma mistura de 55% poliéster e 45% lã. Mas a nossa grande aposta é o casaco. Trouxemos à Première Vision alguns artigos em caxemira e ainda tecidos 100% lã, sem tingimentos, usando as cores naturais da ovelha, o branco o bege e o castanho”, explica João Carvalho, CEO da Fitecom.
A sustentabilidade é a palavra de ordem, a bússola da Fitecom, daí as duas certificações e os investimentos em curso no sentido da redução da sua pegada ecológica e da transição energética.
No final de junho entraram em atividade os painéis fotovoltaicos, um investimento superior a 700 mil euros com capacidade para produzir um megawatt, que deverá satisfazer 28% das necessidades energéticas da empresa – em média atualizada, pois na primeira semana o sol foi tanto que essa percentagem foi superior a 90%.
E na linha de partida está a construção de uma nova ETAR, que deverá entrar em operação no final do verão de 2024, um investimento em circularidade na ordem dos 1,2 milhões de euros, desenvolvido no âmbito do consórcio GIATEX (Gestão Inteligente da Água no ITVT) e que lhe possibilitará recuperar 60% da água usada no seu processo produtivo.
Entre 2022 e 2023, a Fitecom aplicou dois milhões de euros em equipamentos inovadores que lhe permitem trabalhar pelo mais fino, acabar tecidos mais finos e ter um maior controlo da altura do pelo.
Depois de ter fechado 2022 com um volume de negócios de 13 milhões de euros, e como primeiro semestre do ano correu bem, João Carvalho espera este ano aumentar as vendas para o patamar dos 16 milhões.
Mas este aumento sabe-lhe a pouco. “Estamos aquém das nossas capacidades. Temos estrutura para fazer 25 milhões a preços atuais”, afirma o CEO da Fitecom, que fixou como objetivo mínimo chegar aos 20 milhões em 2025.