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Dezenas de modelos desfilaram no evento com que o projeto Be@t fechou o segundo dia da iTchStyle Summit, tendo todos eles um denominador comum: os materiais utilizados resultaram da aposta da indústria nos princípios da bioeconomia. Foi talvez a primeira manifestação mundial do que pode chamar-se biopasserelle.
O dia culminou assim da melhor forma, com a sessão de apresentação do projeto Be@t – de que o CITEVE faz parte e que tem como objetivo central marcar um novo ritmo de mudança na produção de materiais com alto valor acrescentado a partir de recursos biológicos e ecologicamente sustentáveis. Assenta nos princípios “da natureza, de forma circular e sustentável, para as pessoas”, aos quais correspondem dois pilares – os biomateriais e a sustentabilidade.
Em palco estiveram dois grupos que resultaram de um inquérito ao comportamento dos consumidores que o próprio projeto liderou e que tinha como objetivo avaliar a perceção e os comportamentos de consumo no que toca ao respeito pelas questões da sustentabilidade, em todos os ciclos de vida do produto têxtil. O inquérito serviu para lançar pistas para futuras abordagens ao tema na ótica do consumo – de que a noite de ontem no Terminal de Cruzeiros de Leixões foi um dos degraus.
Coube a Joana Barrios – que se desmultiplica entre o teatro, a televisão, a internet e as cozinhas – apresentar o desfile, moderar a conversa entre consumidores e as/os embaixadores do projeto Be@t, e deixar conselhos práticos para o resto das nossas vidas: como é que podemos, e devemos, contribuir, cada um de nós, para afastar o planeta da sala de cuidados intensivos em que está prestes a entrar.