21 novembro 22
Investigação

Maria Monteiro

Produtos de luxo atingirão novo recorde em 2022

Apesar do impacto provocado pela pandemia, que provocou uma quebra histórica em 2020 – depois de no ano anterior ter atingido uma faturação recorde de 288 mil milhões de euros – o mercado global de produtos luxo deverá quebrar a barreira dos 300 mil milhões de euros no final do ano em curso.

Concretamente, o volume de negócios do luxo situar-se-á este ano nos 353 mil milhões de euros, um crescimento da ordem dos 22%, quebrando assim, pela primeira vez, a barreira dos 300 mil milhões de euros. O “renascimento” do luxo está aqui” – esse é o termo que a consultoria Bain&Company tem usado para descrever a tendência do sector neste ano.

Apesar dos desafios macroeconómicos significativos, incluindo uma hiper-inflação, o abrandamento do crescimento económico e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, Claudia D’Arpizio, sócia da consultora, aponta que “o mercado de bens de luxo pessoais demonstrou resiliência uma vez mais”,  e acrescenta que “as marcas de produtos de luxo arrancaram este ano mostrando um crescimento especialmente forte, e ao mesmo tempo desempenhando um papel na transformação digital e sustentável do mundo”.

Nos últimos anos, o crescimento médio anual do sector de luxo foi de 26%. Em 2019, antes do início da pandemia, as vendas do sector resumiram-se nos 281 mil milhões de euros e desceram para os 220 mil milhões de euros em 2020, antes de subirem novamente para os 290 mil milhões de euros em 2021.

Olhando para 2023, a Bain&Company estabelece duas previsões, dependendo da recuperação da China e da resiliência dos Estados Unidos e da Europa diante dos desafios macroeconómicos. No cenário mais pessimista, as vendas internacionais de produtos de luxo pessoal crescerão entre 3% e 5%, enquanto no cenário mais otimista, o crescimento ficará entre 6% e 8%. O mesmo estudo projeta ainda que, em 2025, o mercado global de produtos de luxo possa rondar um valor entre 360 e 380 mil milhões de euros.

Partilhar