02 Maio 2018
Exportações

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Primeiro-ministro leva o têxtil na comitiva para o Canadá

Os têxteis estão entre os produtos portugueses mais exportados para o Canadá, e a ATP – Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal é uma entidades que integra a comitiva que acompanha a visita que o primeiro-ministro António Costa faz ao país, de hoje até sábado. A par do vice-presidente da ATP e também presidente da Associação Selectiva Moda, João Costa (na foto), várias empresas do sector têxtil e vestuário viajam com a comitiva oficial portuguesa.

Empresas como JF Almeida, Olmac e Têxteis Penedo mantiveram já esta terça-feira contactos comerciais na cidade de Otava, e para amanhã está prevista uma conferência com a presença dos representantes das empresas portuguesas e potenciais importadores do Canadá. “É uma viagem muito importante para as empresas, quer pelo lado dos contactos com empresários locais quer com as entidades oficiais do país”, disse João Costa ao T Jornal.

A perspectiva oficial é que as vendas possam ter agora um rápido crescimento com a aplicação do CETA, o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá que está em aplicação provisória desde o final do ano passado. “Este ano poderá ser aproveitado para incrementar as exportações nacionais para o Canadá e identificar novas oportunidades a nível económico, de investimento e turismo”, segundo disse à agência Lusa fonte do executivo português, a propósito da visita. Em relação às principais exportações nacionais para o mercado canadiano, a par dos têxteis e do calçado, destacam-se ainda os sectores alimentar e dos metais comuns grupos de produtos que representavam mais de 50% do total.

Segundo dados fornecidos à Lusa pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), entre as maiores empresas exportadoras portuguesas para o Canadá figuram a Cordex – Companhia Industrial Têxtil e a Cotesi – Companhia de Têxteis Sintéticos, e os dados anuais do comércio internacional indicam que em 2017 as exportações têxteis para o Canadá cresceram 8,5% – para cerca de 40,9 milhões de euros – sendo o 16º destino mais importante.

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