Bebiana Rocha
A P&R Têxteis foi vendida à Sogepoc, numa operação anunciada ontem através de comunicado pela Clearwater, que assessorou a transação. O objetivo da aquisição, lê-se na nota, é apoiar o crescimento contínuo da P&R Têxteis e reforçar as suas capacidades operacionais. Os atuais acionistas manterão uma participação no capital.
Nuno Pinto afirma que “foi fundamental encontrar um parceiro que valorizasse a cultura da P&R, as pessoas e o compromisso com a excelência”. O CEO catapultou a empresa ao longo de quatro décadas, posicionando-a como uma referência no vestuário técnico desportivo de alta performance. Ao longo desses anos, a P&R equipou atletas profissionais em competições internacionais de topo, incluindo os Jogos Olímpicos e a Volta a França, e é este patamar que a empresa pretende manter.
Atualmente, a P&R Têxteis conta com 250 trabalhadores que desenvolvem produtos para uma grande variedade de desportos, como corrida, atletismo, ciclismo, triatlo, rugby, futebol, natação técnica e fitness. A empresa utiliza tecnologia de ponta na construção dos seus artigos e aposta nos materiais mais leves do mercado.
Nuno Fernandes Thomas, da Sogepoc, destaca na nota que a P&R Têxteis tem um legado notável e que a holding está totalmente alinhada com os valores familiares, bem como com a cultura de qualidade e inovação que guia a empresa.
Importa contextualizar que a Sogepoc é uma holding agroalimentar, mais conhecida por ter fundado a Sugal Group, a maior empresa nacional de concentrado de tomate. Segundo o jornal Eco, a Sogepoc tem vindo a diversificar as suas áreas de atividade. Ainda de acordo com o Eco, a P&R Têxteis teve uma faturação de 18,6 milhões de euros e registou lucros de 2,4 milhões.
Uma notícia do Expresso, no final do ano, referia que a empresa esperava fechar 2025 com um crescimento de 10% e que para 2026 previa mais um salto de dois dígitos. Apesar da recessão sentida no mercado da moda, a P&R Têxteis atravessava uma fase positiva, beneficiando da influência dos Jogos Olímpicos de Inverno e já com a carteira de encomendas do primeiro semestre de 2026 garantida – afasta-se assim a hipótese de venda por motivos de desempenho financeiro.