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“Estamos cá, estamos vivos e vamos continuar a trabalhar”, é assim que o vice-presidente da ATP que acompanhou a comitiva From Portugal em Munique, resume a mensagem de inovação e vigor empresariais deixada pelo setor têxtil português. Paulo Melo diz só ter ouvido feedback positivo.
São indubitáveis os benefícios que a presença numa feira desta dimensão trazem para Portugal. “A Munich Fabric Start tem umas valências muito próprias: estamos num mercado com 80 milhões de consumidores, com um poder de compra muito grande, com grandes marcas”, avança o dirigente apontando às mudanças no comércio mundial.
“Este era o momento certo para definir Portugal como um parceiro de qualidade e proximidade e isso é cada vez mais importante para criar uma têxtil forte e com mais valor acrescentado”, frisou Paulo Melo, apontando o papel de fornecedor privilegiado para os segmento de qualidade dos mercados ocidentais.
Exemplo dessas valências da feira e do posicionamento estratégico do made in Portugal é a área de Sourcing, onde a Tricothius também elogia a qualidade dos clientes presentes na feira. Ricardo Maia, diretor comercial da empresa, conta que foi visitado maioritariamente por clientes novos, que iam passando pelo stand sem nenhum tipo de agendamento prévio.
“Já atendi tanto marcas estabelecidas como start-ups pequenas, muitas delas surgidas durante a pandemia, quando as pessoas decidiram mudar de ocupação. Maioritariamente alemãs mas também escandinavas, austríacas e belgas”, revela o diretor comercial, que diz ter sentido também uma grande vontade dos clientes em regressarem às feiras. “O digital ajuda muito mas não é a mesma coisa. Os clientes querem é feiras”, resume.