Bebiana Rocha
No passado mês de setembro, a Pinha Mansa voltou a abrir as portas à juventude europeia, recebendo dois alunos da Polónia no âmbito do projeto Erasmus+. Simon Esztrer e Szalai David desempenharam funções de apoio à produção, numa experiência que a empresa descreve como “mais do que trabalho, uma oportunidade para fortalecer pontes entre países e aproximar culturas”.
Paulo Ferreira, CEO da Pinha Mansa, explica ao T Jornal que a parceria com o Erasmus+ já dura há mais de um ano e não é a primeira vez que acolhem estudantes polacos. Uns permanecem três semanas, outros mais tempo, e vão sendo integrados em diferentes setores da empresa – do corte à costura, passando pela embalagem –, o que lhes permite ter contacto direto com a realidade produtiva.
“As adaptações têm corrido sempre bem. Criámos uma rede de apoio, a língua nunca se revelou um entrave e fazemos questão de envolver os jovens também em momentos de lazer”, refere o administrador. Sobre a dupla mais recente, Paulo Ferreira descreve Simon como um “rapaz empenhado e dinâmico” e garante que tanto ele como Szalai partiram com uma vivência enriquecedora para o futuro. “É uma experiência bastante interessante para ambas as partes e estamos sempre disponíveis para receber novos alunos.”
Para o gestor, mostrar a cadeia produtiva às novas gerações é essencial. “É fundamental aproximar os jovens da indústria. Houve até um aluno que pediu para passar uns dias na fábrica apenas para compreender melhor a dinâmica industrial e, assim, poder tomar decisões mais conscientes no futuro”, recorda.
Ao abrir portas a jovens talentos internacionais, a Pinha Mansa contribui para a formação prática das novas gerações e promove, ao mesmo tempo, a excelência e a modernidade do setor têxtil português – ligando indústria, talento e futuro.