Bebiana Rocha
O Ministro da Economia encerrou o primeiro dia de iTechStyle Summit com a mensagem de que “o ministério está ao serviço das empresas”, uma vez que “quanto melhor estiverem mais justiça social é possível ter-se”. Pedro Reis quer simplificar e deixar as empresas respirarem, bem como executar o PT2030 rapidamente. “Não queremos complicar, mas sim executar”. Falou também da importância da escala das empresas: ”promover a escalabilidade das empresas só tem vantagens, e a escala pode ser dada por um trabalho em rede”, concluiu.
Durante o seu discurso teceu elogios à capacidade do sector de introduzir valor da marca, tecnologia e talento num sector que é por si tradicional. “São a demonstração que é possível reinventar os sectores tradicionais e combinar o melhor dos dois mundos: experiência e inovação”, salientou. De forma direta o Ministro pediu para as empresas acreditarem na sua capacidade de internacionalização: “o país está com o sector, acredita no sector e no seu potencial para ser mais exportador com base no talento e inovação”. E apresentou o plano para ajudar as empresas a conseguirem cada vez melhores resultados, nomeadamente através do patrocínio da iniciativa privada.
“Queremos as empresas cada vez mais capitalizadas, com escala. É um privilégio para nós as empresas estarem cá sediadas. Queremos atrair investimento, Portugal já é olhado pelas capacidades das empresas, temos de continuar a investir numa lógica de mobilidade”, prosseguiu. A mensagem continuou com referência ao Banco de Fomento que deve ser colocado junto das empresas – “o Banco do Fomento foi criado para cobrir as falhas do mercado”. Disse também que “o Capital de Risco é muito bem-vindo a Portugal” para que “o limite das empresas seja a sua capacidade e não porque não lhe deram espaço para respirar” por carga fiscal. Deixou intenções de intensificar as ações da AICEP e privilegiar quem produz com valor acrescentado e com alta componente tecnológica.
Pedro Reis falou, por último, da urgência de se introduzirem mecanismos medidores à concorrência extra-comunitária de forma a que as empresas consigam “vingar em campo aberto com armas iguais”, referindo-se à importância do level playing field.