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Apesar de todas as inconveniências que a conjuntura possa transmitir ao consumo – com impacto negativo nas encomendas das empresas – o sector têxtil “conseguiu manter os seus mercados” prioritários, disse o secretário de Estado da Economia, Pedro Cilínio, no final de uma demorada visita ao MODTISSIMO.
Admitindo que o momento tem alguns problemas – como por exemplo um aumento de 25 pontos bases nas taxas de juro que o BCE vai decidir esta quinta-feira “apesar de nós preferirmos que não o fizesse” – Pedro Cilínio encontrou os mais diversos motivos para afirmar que o sector está na rota certa, nomeadamente para estar na linha da frente em 2024.
“Apesar das flutuações conjunturais negativas, os têxteis souberam preservar os mercados” e posicionar-se no lugar certo: “na aposta na sustentabilidade e na circularidade e, por isso, no aumento do valor-acrescentado” da produção – o que induz uma perspetiva de crescimento logo a partir da retoma do consumo.
No mesmo sentido, o novo presidente da AICEP, Filipe Santos Costa, disse, durante a visita ao MODTISSIMO, os têxteis – mas de algum modo todos os sectores que se encontram na linha da frente das exportações – souberam encontrar um ‘escape’ às dificuldades impostas pela inflação: “encontrar novos mercados fora da União Europeia, com prioridade para as Américas, o Médio Oriente e a Ásia”. O que permitiu, por um lado, diminuir riscos associados ao consumo e, por outro, encontrar novas fontes onde o valor-acrescentado da produção nacional pode com facilidade encontrar novos mercados.
Num contexto em que “a primeira manhã do MODTISSIMO está a correr muito bem”, segundo avaliação de Manuel Serrão, CEO da Selectiva Moda – o presidente da ATP, Mário Jorge Machado, congratulou-se com o facto de a presença de Pedro Cilínio “querer dizer sem qualquer dúvida que o Ministério está com o sector têxtil nos bons e nos menos bons momentos”.
Genericamente, disse ainda, o sentimento recolhido entre as dezenas de empresas que se encontram no MODTISSIMO é o de que o segundo semestre do ano pode ser positivo e que a retoma que se espera para 2024 terá de contar com o sector têxtil nacional.
