Bebiana Rocha
A valorização do património produtivo está em destaque nos meses de março e abril com a iniciativa nacional ‘À Descoberta do Turismo Industrial’, que promove um conjunto alargado de atividades por todo o país. Entre as propostas, sobressaem várias visitas ligadas ao setor têxtil e vestuário, distribuídas pelos concelhos da Covilhã, Manteigas, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.
A primeira realiza-se já na sexta-feira, dia 27 de março, com a Universidade da Beira Interior a promover a Rota Campuslana. A iniciativa convida os participantes a percorrer antigos núcleos industriais, incluindo a Real Fábrica dos Panos, o Convento de Santo António, a Real Fábrica Veiga e a Antiga Empresa Transformadora de Lãs.
O percurso, com cerca de 2,5 km, tem início às 10h00, com ponto de encontro no Pátio da Parada. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória através do email muslan@ubi.pt, sendo a atividade repetida no dia 2 de abril para quem não puder participar nesta primeira data.
Ainda na Covilhã, o New Hand Lab abre portas até 4 de abril. Instalado numa antiga fábrica de lanifícios, o espaço cruza tradição e contemporaneidade através da arte, do design e da experimentação, revelando processos, memórias e saberes associados à lã.
Em Manteigas, a Ecolã promove visitas guiadas também até 4 de abril. Em atividade desde 1925, esta unidade produtiva artesanal certificada – a mais antiga do país -permite acompanhar gratuitamente todo o ciclo da lã.
Mais a Norte, em Guimarães, a Coelima integra o programa com visitas entre 27 e 30 de março e 1 a 3 de abril, proporcionando uma experiência imersiva no ciclo produtivo, mediante marcação prévia obrigatória.
Também em Guimarães, a Filasa convida a conhecer a sua unidade industrial de 30 mil metros quadrados, onde é possível acompanhar as várias etapas da produção – da fiação e retorcedura à tinturaria e estamparia de fio -, bem como infraestruturas como o armazém logístico, sistemas de cogeração de energia e estação de tratamento de águas.
Trata-se de uma oportunidade para compreender a complexidade técnica e a gestão energética de uma indústria têxtil de referência. O roteiro estende-se ainda à Lameirinho e ao Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, ambos com atividades até ao início de abril, reforçando a ligação entre tradição, inovação e conhecimento no setor têxtil português.
A agenda completa com todas as informações pode ser consultada aqui.