21 agosto 23
Inovação

Ana Rodrigues

Parceria mundial cria revestimento têxtil com funções curativas

Um revestimento com capacidade de autorreparação, de repelir bactérias e de monitorizar sinais cardíacos foi desenvolvido por investigadores de todo o mundo. É um revestimento têxtil metálico que pode ser aplicado em peças de vestuário e cujas potencialidades são imensas, segundo os seus criadores.

Com a capacidade de curar, repelir bactérias e monitorizar sinais cardíacos, o revestimento constitui-se de circuitos condutivos criados por partículas de metal líquido que podem transformar eletrónicos vestíveis e permitir um maior desenvolvimento de interfaces homem-máquina, como robótica e sistemas de vigilância de saúde.

As partículas de metal líquido utilizadas têm baixo ponto de fusão, condutividade elétrica metálica, alta condutividade térmica, pressão de vapor efetivamente zero, baixa toxicidade e propriedades antimicrobianas.

Assim, a técnica deste revestimento consiste em imergir o tecido numa suspensão de partículas de metal líquido em temperatura ambiente. Nesse sentido, os tecidos uniformemente revestidos permanecem eletricamente isolantes graças ao óxido nativo que se forma nas partículas de metal líquido.

No entanto, o efeito isolante pode ser eliminado comprimindo o tecido para quebrar o óxido e assim permitir a percolação das partículas. Isso possibilita a criação de circuitos condutores comprimindo o tecido com um molde. A condutividade elétrica do circuito é aumentada pelo revestimento do tecido com mais partículas.

Esses têxteis foram criados por investigadores da North Carolina State University (EUA), da Flinders University (Autrália) e de uma universidade sul-coreana e têm poderes especiais de conectividade para se repararem, por exemplo, quando são cortados.

Mais ainda, quando os tecidos revestidos são pressionados com uma força considerável, as partículas fundem-se num caminho condutivo que possibilita a criação de circuitos capazes de manter a condutividade quando esticado.

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