06 setembro 22
Empresas

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Parabéns, agradecimentos e alertas

É no editorial da Revista MODTISSIMO 60 que o presidente da ATP agradece a todos os que têm contribuído para o sucesso do salão têxtil nacional, que é também o sucesso do sector e do made in Portugal. Mário Jorge Machado regista, ao mesmo tempo, o quadro de indefinição que ainda se vive em relação aos incentivos comunitários. Uma mensagem de parabéns complementada pelo presidente da ANIL, José Robalo, para quem “o MODTISSIMO é sinónimo de inovação e atitude” e “o maior centro de negócios para a ITV portuguesa.”

Numa edição que decorre em modo de celebração pelas 60 edições, “que têm atraído um número crescente de visitantes e de clientes, que vêm em Portugal o melhor parceiro para desenvolverem os seus negócios”, o presidente regista que “isto só é possível porque o made in Portugal é hoje garantia de qualidade, competência, inovação, serviço, rapidez de resposta, flexibilidade, sustentabilidade, mas também design e criatividade, I&D, proximidade e comunhão de valores”.

Fatores que, sublinha, “resultam do empenho e da dedicação de todos os que colaboram com esta indústria” e assim contribuem para o sucesso do sector. Um sucesso que se pode medir de várias formas, desde logo o valor das exportações de têxteis e vestuário que em 1992 (início do MODTISSIMO) representavam 4,2 mil milhões de euros e em 2021, ascendem a 5,4 mil milhões de euros.

“Aumento pode parecer pouco, mas não nos podemos esquecer que, entretanto, assistimos a uma China que com a liberalização do comércio têxtil e forte apoio estatal, passou de um país fechado a fornecedor líder do mercado europeu e americano, transformando-se na fábrica do mundo”, ilustra o presidente da ATP remetendo para os sucessivos desafios e dificuldades que o sector tem enfrentado e ultrapassado com continuado sucesso.

Mas, numa altura em que, além da guerra na Europa e da crise energética, e o sector “enfrenta do grande desafio e imposição da transição climática, de uma economia linear para uma economia circular “, Mário Jorge Machado deixa o alerta: “De forma surpreendente, em Portugal ainda vivemos um quadro de indefinição face aos incentivos comunitários que deveriam estar a ajudar as empresas a enfrentar todas estas dificuldades e reptos, mas que não estão, conferindo ainda maior incerteza e complexidade a este cenário”.

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