23 agosto 21
Moda

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Orfeu ultrapassou o confinamento com foco no online

O hábito de usar roupa à medida e os largos elogios que colhia das peças que desenhava motivaram Cristiana Santos a criar a sua própria marca, a Orfeu, que nasceu em 2018, e que mostrou robustez suficiente para ultrapassar com distinção o pior da pandemia. Com uma dupla vimaranense à cabeça – Cristiana e o seu companheiro António Freitas – a empresa encontrou no online uma forma de escapar ao confinamento e a pandemia parece ter ajudado a mexer num negócio que tem como lema fazer com que os clientes sintam tudo o que vestem.

“A pandemia mostrou uma maior predisposição das pessoas para comprarem online, talvez por estar tudo fechado, então tivemos mais procura”, diz Cristiana, criadora desta marca de um estilo à primeira vista cerimonial, mas que se adapta facilmente ao dia-a-dia. Se inicialmente vendiam para a zona Norte, agora as peças da Orfeu começam a chegar à casa de clientes de outros pontos do país, como o Algarve.

As peças são desenhadas e pensadas pela própria Cristiana, os tecidos são escolhidos em conjunto e a confeção fica ao cargo da mãe, que, quando há muita procura, é auxiliada por outras costureiras. Tudo é produzido por encomenda, de forma tradicional e pode facilmente ser personalizado: “há clientes a quem o 36 fica pequeno e o 38 grande, nesses casos fazemos o intermédio e fica perfeito, é o ótimo que temos”, exemplifica a fundadora.

No verão, os artigos com mais saída são os vestidos, que têm cores delicadas, cortes femininos, tecidos confortáveis e um design que perdura no tempo. Em curso está já a coleção outono-inverno, e Cristiana diz que estão a ver neste momento o design e os tecidos. A jovem não esconde que é um processo demorado: “às vezes escolhemos um tecido que não fica bem, não dá o efeito que pretendíamos, e temos de procurar outro, mais fazer os moldes, o processo ainda é longo”. No futuro o casal ambiciona poder contratar pessoas a tempo e inteiro e abrir uma loja física.

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