Bebiana Rocha
A Ocitex esteve na passada semana a expor na Heimtextil, em Frankfurt, da qual regressa com relações reforçadas com fornecedores e clientes habituais. “Achamos que o Hall 11 estava mais movimentado, mas os últimos anos têm sido sobretudo para receber os nossos clientes e fornecedores e não tanto para estabelecer novas relações comerciais”, admite Marta Gomes.
“Já foi o tempo em que fazer uma feira era sinónimo de sair com vendas, hoje em dia não precisamos de uma feira para fechar um contrato, mantemo-la antes como um ponto de encontro anual cara a cara”, continua a administradora, que diz ao T Jornal ter clientes a quem vende o mesmo artigo há 20 anos.
“O protetor de colchão é sempre branco, tentamos inovar para oferecer tecidos diferentes e gramagens diferentes”, completa, sublinhando que têm feito um esforço por posicionar os seus produtos num segmento alto. A empresa oferece também artigos de cama para hotelaria.
Entre os variados tecidos, a Ocitex destaca no seu site a malha felpa desde 130grs/m2 até às 200grs/m2; malha jersey 100% algodão, sarja 160grs/m2 até aos 400grs/m2, malhas, flanelas, sarjas com laminação em PU ou PVC.
“Portugal e a indústria têxtil portuguesa têm sempre a vantagem de serem associadas a qualidade e serviço, embora haja sempre procura pelo preço”, comenta Marta Gomes, que aponta como principal mercado o francês – “trabalhamos quase a 100% para a Europa”.
Para 2025 a CEO mostra-se relutante, dada as movimentações constantes e a dependência da política mundial – “não sou pessimista, mas basta pôr um novo presidente na América para não sabermos o que esperar do mundo”, conclui, expectante, aguardando o regresso de um ano tão bom de negócios como o de 2023.
