Bebiana Rocha
A ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal assinalou, no passado dia 1 de julho, mais um ano de atividade, celebrando um percurso construído ao lado das empresas, dos seus associados e de todos aqueles que, ao longo das últimas décadas, têm contribuído para o fortalecimento da indústria têxtil e do vestuário nacional.
A data foi marcada nas redes sociais com várias mensagens de reconhecimento, nas quais se destacou o papel da associação na representação do sector, na promoção da competitividade e na antecipação dos desafios que moldam o futuro da indústria.
Na sua mensagem de aniversário, o presidente, Ricardo Silva, dirigiu uma palavra de agradecimento aos associados, à equipa da associação e a todo o ecossistema da ITV portuguesa, reforçando a importância do espírito de união.
“A união faz a força. Cada vez mais esta máxima é verdadeira e está presente nas nossas vidas profissionais, empresariais e até pessoais. Espero que este sentimento de união continue a proliferar entre os associados, sabendo que têm uma importante estrutura, a ATP, como suporte aos seus negócios.”
Uma visão que reforça o posicionamento da associação enquanto plataforma de apoio às empresas e agente mobilizador num contexto internacional particularmente exigente.
Entre os testemunhos recolhidos pelo T Jornal, citar a experiência da associada Brintons Indústria de Alcatifas, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido pela associação há 10 anos. Lara Costa, do departamento de Recursos Humanos, sublinha que, ao longo da última década, a empresa encontrou na ATP “um parceiro de confiança”, capaz de responder às diferentes necessidades do dia a dia empresarial.
“Recorremos à ATP para esclarecimentos técnicos, apoio jurídico e laboral, acompanhamento da legislação, acesso a informação relevante e participação em iniciativas que promovem a competitividade e a inovação”, refere a responsável, destacando ainda a proximidade da equipa, a sua competência e a capacidade da associação para representar e defender os interesses da indústria têxtil e do vestuário portuguesa.
Na conclusão da sua mensagem, a Brintons deixa uma nota de confiança no futuro do associativismo, considerando que este continua a desempenhar “um papel essencial, promovendo a colaboração entre empresas e fortalecendo a voz do sector”. A empresa felicita ainda a ATP por mais de seis décadas de história e manifesta o desejo de que continue a ser “uma referência na representação, inovação e valorização da ITV nacional, acompanhando as empresas nos desafios e oportunidades que o futuro reserva”.
As mensagens de felicitação estenderam-se igualmente a diversas empresas cujos representantes integram ou integraram os órgãos sociais da associação. Alexandra Araújo, CEO da LMA, considera que a ATP “tem sido uma associação agregadora, capaz de promover o diálogo, representar as empresas e impulsionar uma visão de futuro para a indústria”.
“Parabéns à ATP por mais um aniversário e por continuar a inspirar confiança, colaboração e ambição para o futuro da indústria têxtil portuguesa”, escreveu.
Também António Cunha, Market Director da Orfama, enaltece a capacidade da ATP para “unir empresas, antecipar desafios e criar oportunidades”, mostrando-se convicto de que “os melhores capítulos da ATP ainda estão por escrever”.
Na mesma linha, Hélder Gonçalves, CEO da Spring Garments, deixa votos para que a associação continue “a ser uma voz forte, agregadora e mobilizadora, promovendo o reconhecimento de um sector que tanto orgulha Portugal”. Num contexto internacional desafiante, considera que a missão da ATP ganha ainda maior relevância.
“A defesa da nossa indústria, da sua competitividade e da sua capacidade de criar valor deve continuar a ser uma prioridade coletiva, e a ATP tem um papel fundamental nessa missão”, afirma.
Também Francisca Oliveira, Business Development Manager da Riopele, reconhece a ATP como “um elemento agregador e uma voz importante na construção do futuro” de um sector que, na sua perspetiva, “tem sabido evoluir sem perder a sua identidade”.
Por sua vez, Paulo Faria, Production Development Manager da Paula Borges, destaca a força das pessoas que trabalham na indústria, a excelência das empresas e a determinação que caracteriza o sector.
“Continuamos a transformar desafios em oportunidades, honrando o passado, construindo o presente e tecendo, com confiança e resiliência, o futuro”, afirma.
A celebração reuniu igualmente testemunhos de personalidades que acompanharam diferentes fases da evolução da associação e contribuíram para a afirmação institucional da ATP.
Enquanto vice-presidente da ATP e presidente da Euratex, Mário Jorge Machado considera que esta celebração representa, acima de tudo, a história e a força da indústria têxtil e do vestuário portuguesa.
“A ATP é uma construção coletiva, feita por empresas, dirigentes, equipas técnicas e pessoas que, ao longo dos anos, deram o seu contributo à indústria”, sublinha.
Também Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, reconhece o papel desempenhado pela associação “no desenvolvimento de um associativismo empresarial moderno, dedicado a promover a competitividade das empresas, a defesa dos seus interesses, sem esquecer a cooperação institucional”.
Já Daniel Agis, que integrou durante vários anos o Conselho Consultivo, contribuindo com o seu conhecimento nas áreas das marcas, das macrotendências e da reconfiguração dos mercados, identifica na exigência intelectual uma das características distintivas da instituição.
“Aquilo que mais valorizo neste percurso partilhado é a exigência intelectual que a ATP sempre colocou ao trabalho conjunto: não se limitar a observar a mudança, mas traduzi-la em reflexão útil para as empresas.”
Recorde-se que ATP nasceu em 2003 da fusão entre a APT e a APIM, vindo posteriormente a integrar também a ANET. Mais de duas décadas depois dessa união – e com uma história associativa que ultrapassa as seis décadas -, a associação continua a assumir-se como a principal estrutura representativa da indústria têxtil e do vestuário portuguesa, congregando mais de 500 empresas.