Bebiana Rocha
A AICEP realizou um estudo sobre as principais características do consumo sustentável na Alemanha na área do vestuário. O documento detalha os comportamentos do consumidor, a oferta sustentável neste mercado e as principais certificações adotadas neste segmento.
“Existe atualmente um sentimento generalizado de apreciação da produção em Portugal como sinónimo de qualidade e de garantia de cumprimento de padrões de sustentabilidade e responsabilidade social”, justifica a AICEP.
Segundo a ficha sectorial de entrada no mercado, na região DACH (Alemanha, Suíça e Áustria), os consumidores prestam especial atenção à durabilidade e ao tempo de vida do produto, estando 40% na disposição de pagar até 10% mais por vestuário sustentável.
Sabe-se também que a maioria dos consumidores alemães que compra moda sustentável são homens e estão numa faixa etária jovem (55%). Metade deste grupo aufere rendimentos baixos, gastando 74 – 150€ em vestuário nos últimos 3 meses.
O vestuário de exterior é o segmento com mais representatividade na tabela das importações. Contextualize-se que a Alemanha era, em 2023, o segundo maior importador no sector vestuário e confeção, com um total de importações de 39 mil dólares. “As importações têm vindo a crescer com uma evolução média anual de 1,2%”, dita a nota.
O estudo dá ainda indicação sobre as cidades com poder de compra mais elevado, Starnberg, por exemplo, tem um poder de compra 39% acima da média (38,702€). Em termos das certificações mais relevantes são enumeradas: IVN Naturtextil Best, IVN Natur Leder, GOTS, Fairtrade, Fairwear Foundation, Oeko-tex, EU Ecolabel, PETA Approved, Bluesign, entre outras.
Canais de distribuição preferências, identificação da concorrência, listagem das principais feiras sectoriais, informações sobre tributações e outras formalidades podem ser encontradas aqui.