Bebiana Rocha
A Jomafil dedica-se à reciclagem têxtil há mais de meio século, do fio ao feltro realizam o ciclo completo de processamento dos resíduos. Em 2023 a empresa da Covilhã registou um volume de negócios de três milhões de euros, representando a colchoaria a grande fatia, 60% dessa faturação.
Os restantes 40% dividem-se, em partes iguais, pela venda de fibras e para a indústria automóvel, onde constam na carteira de clientes fornecedores da BMW, Renault, Ford e Ligier.
Nuno Madeira vinca que “o estado da arte da reciclagem têxtil existe em Portugal há décadas”. O CEO tem alicerçado a sua liderança numa “visão estratégica e compromisso com a sustentabilidade, adaptando aos desafios do século XXI, garantindo que a empresa não só sobrevivesse, também prospera-se”, lê-se na mais recente publicação da empresa.
Exemplo desse investimento foi no inicio do ano a inauguração de uma nova linha de produção para separar partes não têxteis como fechos, botões e outras aplicações. A Jomafil está presente neste momento em 10 países.
“Realizamos a seleção e esfarrapagem dos resíduos pré e pós consumo gerados na indústria têxtil e do vestuário e colchões. A partir dos resíduos selecionados e processados produzimos mantas que dão origem a feltros de diferentes composições, gramagens e funcionalidades”, explica no site.