04 Outubro 2017
Convenção Euratex

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Euratex tem confiança no futuro

Confiança parece ser a palavra-chave quando o tema é a ITV e os desafios da globalização. Mesmo por entre problemas, desafios e incertezas constantes, o ambiente de confiança – no presente e no futuro – acabou por dominar nas comunicações e debates na VI Convenção Euratex, que ontem juntou no Porto os protagonistas da têxtil de toda a Europa para debater as questões da competitividade na nova ordem global.

Há um novo paradigma, uma revolução no mercado, apontou Klaus Huneke, o actual presidente da Confederação Europeia da Indústria Têxtil e do Vestuário. Uma mudança que faz com que a relação com o cliente deixe de estar centrada apenas no preço e inclua as dimensões de ética e responsabilidade. A questão da proximidade ganha importância e, também por isso, a retoma da actividade produtiva na Europa não já apenas uma opção mas uma exigência do mercado.

O exemplo dessa retoma foi como que antecipado pela ITV portuguesa. “O nosso país é hoje é um caso que o mundo todo olha com muito interesse porque aquilo que nos propusemos fazer – subir na cadeia de valor, relocalizar a indústria, reindustrializar, aumentar as exportações, criar marcas e diversificar através dos têxteis técnicos – não ficou no papel e realizámos”, realçou o secretário geral da ATP, Paulo Vaz.

Também em países onde a indústria tinha cedido aos baixos custos de produção asiáticos as coisas estão já a mudar. E rapidamente. Jorge Portugal, director geral da Cotec apontou o caso do EUA, onde há um movimento de reaparecimento da indústria idêntico ao do têxtil português, com empresas de média dimensão, focadas no comprador e nas questões éticas e ambientais. O dirigente da Cotec notou que, a par do renascimento da indústria portuguesa, também no resto da europa começa a haver progressos.

A par da mensagem de confiança deixada pelo ministro Caldeira Cabral na abertura dos trabalhos, também o representante português na Euratex, João Peres Guimarães apontou nas conclusões do encontro para um horizonte de confiança. “O ambiente é de evolução, há que aproveitar a onda, investir em inovação e pensar de forma colectiva. Sem medo da novidade  e e dos riscos que lhe estão naturalmente associados”, sintetizou o empresário na hora das conclusões.

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