Bebiana Rocha
Na Conferência Anual do Trabalho, promovida esta semana pelo ECO, Mário Jorge Machado deixou claro que Portugal não está condenado a ser um país de baixo rendimento e pouca criação de riqueza. Segundo o Presidente da ATP, para a economia crescer e os salários aumentarem são precisas reformas, quer ao nível da fiscalidade quer na lei do trabalho.
“Já vimos em muitos locais que somos resultado do contexto em que estamos”, proferiu no painel sobre o aumento do salário médio, referindo-se ao contexto legislativo português. “Precisamos de flexissegurança, porque as pessoas têm de sair de um trabalho, mas têm também de ter apoio para quando ficam sem emprego”, continuou o raciocínio, ligando os maiores aumentos salariais a mudanças de emprego.
O dirigente associativo ligou também a dimensão das empresas aos salários praticados, isto é, quanto maior a empresa melhor o salário médio pago. “Enquanto nas grandes empresas o salário médio ronda os dois mil euros, nas empresas com menos de 100 trabalhadores anda em torno dos mil”, alertou, adjetivando como ridículo Portugal ter apenas 1300 grandes empresas – “É ridículo que este país não permita que as empresas cresçam”, sumarizou.