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O Governo está a preparar uma linha de apoio à reestruturação dos créditos para o período pós-moratórias (que acabam na próxima quinta-feira) mas as negociações com os bancos e com outras entidades envolvidas não estão a correr bem: a proposta do Governo é considerada tão restritiva, que, segundo os bancos, servirá de pouco.
A Linha Retomar será uma linha de crédito de 1.000 milhões de euros com garantia do Estado para empresas dos setores vulneráveis à pandemia que acordem com os bancos a reestruturação da dívida depois do fim das moratórias. O Governo impôs como teto máximo das garantias os 10 milhões de euros, mas apenas para as empresas cujas garantias hipotecárias cubram 80% ou menos dos empréstimos – acima dos 80%, a garantia do Estado passa para um milhão de euros. As empresas podem ainda solicitar um novo empréstimo de até 10% do montante reestruturado, com o Estado a garantir 25%, mas exigindo colaterais.
Os bancos, que têm estado em contacto com o Banco de Fomento, consideram, segundo avança a edição desta sexta-feira do Jornal Económico, que a proposta não é aliciante para as instituições financeiras – apesar de contribuir para diminuir o consumo de capitais próprios da banca. Mas dizem também, por via da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que não estão previstos grandes sobressaltos com o fim das moratórias – mas isso é na ótica da banca e não das empresas.
Entre os requisitos para acesso à Linha Retomar estão ainda a diminuição das receitas operacionais em pelo menos 15% e a incapacidade de retoma do volume de negócios de 2019.