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A preponderância do digital no negócio da Moldette é cada vez mais evidente: o gabinete de modelagem faz moldes e planos de corte em papel colante ou digital, mas a preferência por este último tem-se revelado superior devido à crescente aquisição de sistemas de corte automático por parte dos seus clientes. Uma escolha que, segundo Vítor Freitas, sócio-gerente, traz vantagens: “em muitos casos permite poupar tempo, são precisas menos pessoas a trabalhar e permite um corte com maior precisão.”
Para executar os trabalhos, a empresa de Vila das Aves usa o software CAD Audaces. Embora não seja o mais conhecido, Vítor Freitas adianta que tem uma ótima compatibilidade com outros programas: “Recebemos moldes feitos em outros programas e temos tido sempre a capacidade fazer as conversões e obter toda a base de trabalho”. Quanto a formatos de conversão a empresa usa o DXF, um “formato intermédio também compatível com grande parte dos programas”, mesmo os mais desconhecidos, usados pelos clientes, explica ao T.
A pandemia não tirou trabalho à Moldette: a empresa de Vila das Aves tem funcionado a todo o vapor e os próximos meses prometem igualmente um ritmo frenético. “O início do ano foi de muito trabalho. Até meados de agosto tivemos trabalhos a níveis muito altos”, partilha o sócio-gerente deste gabinete de modelagem. Na sua visão, a procura pelos serviços da Moldette advém da capacidade da empresa, criada em 2003, de gerir as encomendas: “Se temos encomendas bastante grandes de vários clientes ao mesmo tempo tentamos reparti-los para os servir a todos e terem sempre trabalho; somos só dois a trabalhar, às vezes três, mas tentamos sempre não atrasar produções”, concluiu.