27 abril 23
Sustentabilidade

Maria Monteiro

Moda cumpre estratégia global para um futuro renovável

Segundo o relatório da United Nations Climate Change e da Carbon Disclosure Project (CDP), os signatários da Carta da Indústria da Moda para a Ação Climática têm feito avanços assinaláveis nos compromissos para combater as alterações climáticas. Atualmente, 45% dos ativos estão a cumprir os objetivos propostos.

Manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ºC anual é a proposta. Segundo aquelas entidades, embora haja ainda um longo caminho a percorrer, quase metade dos signatários está a cumprir as suas promessas. “Os signatários da Carta da Indústria da Moda demonstraram melhorias de performance em termos anuais em todas as seis categorias. Em média, os signatários tiveram melhores resultados na divulgação de indicadores comuns de mudanças climáticas do que a média da indústria. Contudo, os dados também mostram que a emergência climática continua a necessitar de uma aceleração das ações e de uma maior colaboração”, indica o relatório.

O número de signatários que estabeleceu o objetivo de ter 100% da sua energia de fontes renováveis até 2030 aumentou de 18% para 42% entre 2020 e 2022, mas 50% não revelam esta informação. Já o número dos que disseram aprovisionar toda a sua energia de fontes renováveis quase que duplicou de 2021 para 2022. No entanto, 30% continuam sem fornecer estes dados.

“É crítico para a indústria da moda unir-se e alinhar as suas ações, tanto dentro das empresas individuais como em toda a cadeia de aprovisionamento, para abrir caminho às mudanças radicais necessárias para enfrentar a crise climática”, afirmou Lindita Xhaferi-Salihu, que lidera o envolvimento do sector na UN Climate Change. “Ao colaborarem, as empresas podem começar o trabalho árduo de cortar as emissões e transformar o sector para um futuro renovável e com baixas emissões. O objetivo é claro: conseguir progressos significativos até 2030 e criar um novo padrão para o que significa ser uma indústria sustentável, responsável e inovadora”, explicou.

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