16 julho 26
Empresas

Bebiana Rocha

MGC Portugal reduz emissões de CO₂ em 13%

A MGC Portugal, unidade do grupo RTS Textiles dedicada a soluções de acabamento têxtil de alto desempenho, reduziu em 13% as emissões de CO₂ por tonelada produzida, de acordo com o terceiro Relatório de Sustentabilidade do grupo. O desempenho da operação portuguesa é um dos destaques do documento, que evidencia o investimento contínuo em energias renováveis e eficiência energética.

A unidade reforçou a sua capacidade de produção de energia solar para 8,3 MW, enquanto a instalação de um sistema de recuperação de água quente permitiu reduzir em 17% o consumo de gás natural face a 2024. Paralelamente, está em desenvolvimento um novo projeto fotovoltaico de 870 kW, que deverá assegurar cerca de 26% das necessidades de eletricidade da fábrica.

A estratégia de descarbonização inclui ainda a instalação de duas novas máquinas de ramal, cuja entrada em funcionamento deverá traduzir-se numa redução adicional de 8% no consumo de gás natural, reforçando a eficiência energética da unidade.

Embora o foco do relatório recaia sobre os progressos alcançados nas diferentes operações do grupo, a MGC Portugal surge, assim, como um dos exemplos da aposta na redução da pegada carbónica através da modernização industrial.

Além da operação portuguesa, o documento destaca outros investimentos realizados pelo RTS Textiles Group. No Paquistão foi concluída uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) com capacidade para tratar 400 m³ por hora, cuja entrada em operação plena está prevista para agosto deste ano. Já no Reino Unido, a unidade Pincroft conseguiu desviar 99,95% dos resíduos gerais de aterro, recorrendo à reciclagem.

Também no Paquistão, o grupo desenvolveu uma solução de valorização de resíduos industriais, transformando 425.200 quilogramas de cinzas provenientes da combustão de biomassa e carvão em 532.860 tijolos para utilização na construção, num exemplo de aplicação dos princípios da economia circular.

Ao nível da inovação de produto, o relatório evidencia a incorporação de matérias-primas e tecnologias destinadas a reduzir o impacto ambiental dos têxteis técnicos. Entre os exemplos apresentados está a utilização de poliéster reciclado quimicamente, obtido através de um processo de reciclagem têxtil para têxtil que decompõe resíduos de poliéster nos seus monómeros originais, permitindo produzir uma fibra com qualidade equivalente à virgem. O grupo destaca igualmente a utilização da tecnologia CiClo, concebida para tornar as fibras de poliéster mais suscetíveis à biodegradação quando acabam em ambientes naturais, contribuindo para reduzir a persistência de microplásticos.

Na mensagem que acompanha o relatório, o CEO do RTS Textiles Group, John Vareldzis, reafirma o compromisso da empresa com o fabrico responsável e com a melhoria contínua. “Como um grupo unificado, permanecemos focados em reduzir o nosso impacto ambiental, investir na inovação e criar valor a longo prazo para os nossos clientes, colaboradores e comunidade. No último ano, alcançámos progressos significativos em várias áreas-chave”, afirma, sublinhando que a missão da organização passa por “aumentar o valor através da inovação e da melhoria contínua”.

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