José Augusto Moreira
Aumentar as exportações e ter clientes mais focados na qualidade que no preço é o próximo objectivo da Dolce Casa, agora que o mercado externo já vale mais de metade do negócio. É em Espanha e França que estão os melhores clientes, mas Áustria, países nórdicos, e até Cabo Verde, estão já também na geografia dos têxteis lar da marca de Vale de Cambra.
“As nossas colecções destacam-se pela qualidade e estão, por isso, orientadas para a gama média-alta”, expõe Liliana Kakakis, uma espécie de estratega-criativa-executiva da aventura empresarial em que envolveu o marido, já lá vão cerca de 20 anos. Edredões, almofadas e mantas que se distinguem pela qualidade de materiais e confecção, – “vendemos com garantia de tecido e acabamento” – estão agora no centro da actividade, que começou pela produção de chinelos e pequenas bolsas.
“O negócio pelo preço não compensa, e o que procuramos agora é uma espécie de upgrade no nosso tipo de clientes. Que entendam de qualidade e não apenas focados no preço”, diz Liliana, que nos últimos tempos tem procurado atrair a atenção desse tipo de compradores nas mais importantes feiras do sector. Madrid (Intergift), Paris (Maison&Object), Frankfurt (Heimtextil) ou Estocolmo fazem agora parte do roteiro de Liliana.
“Em todas temos feito negócios”, diz, exemplificando com um contrato que acabara de celebrar com um cliente da Áustria no decurso da Guimarães Home Fashion Week, onde desenvolveu a conversa com o T: “Quis fazer logo a encomenda quando viu a qualidade do produto e depois quando soube o preço até disse que poderia ser um bocadinho mais alto”, relatou, acrescentando que também ali recusou negócio com compradores do Leste europeu. “Com o mesmo produto queriam preço mais barato”, disse ainda, para ilustrar tipo de cliente que está na linha da estratégia da Dolce Casa.