30 março 22
Indústria

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Mário Jorge Machado identifica pilares do crescimento do têxtil

“Os pilares de crescimento do sector têxtil assentam em três fatores”: a inovação em termos de produto; um posicionamento mais sofisticado da indústria, com valor acrescentado e diferenciação; e a sustentabilidade. É desta forma que Mário Jorge Machado sintetiza os desafios do novo paradigma que se abre ao sector nacional cuja associação lidera.

“Em Portugal temos o maior cluster a nível europeu: 80% do cluster em Portugal está num raio de 50 quilómetros ao redor de Famalicão (Barcelos, Guimarães, Fafe, Porto) e é o maior a nível europeu. Portugal é uma potência mundial no têxtil”, refere em extensa entrevista à publicação Executive Digest.

Mesmo assim, o presidente da ATP deixa um alerta: “O sector têxtil português não é competitivo à escala global. Mas Portugal tem uma vantagem, que é o facto de estarmos próximos do Norte de África, nomeadamente de Marrocos. Muitas empresas nacionais já têm neste momento uma unidade de produção em Marrocos, onde o custo da mão-de-obra tem um impacto muito grande nesse processo e geoestrategicamente é uma grande vantagem. Há várias empresas portuguesas a fazer investimentos em África e a trabalhar com empresas em Marrocos. É por aí que se vai manter a competitividade, através de uma deslocalização”.

Este esforço, explica, permitirá gerir uma das maiores desvantagens competitivas do sector: “neste momento, um dos grandes problemas já é encontrar pessoas para responder às necessidades das empresas. Em Portugal, reformam-se perto de 200 mil pessoas por ano e as que estão a chegar ao mercado são cerca de 100 mil. Há aqui um gap transversal a todas as atividades”.

Em termos de perspetivas para o ano em curso, Mário Jorge Machado afirma que “se analisarmos o trajeto do sector nestes últimos 10 anos, tem havido um crescimento contínuo das exportações – na última década aumentaram quase 50%. Portanto, para 2020/2022 mantemos essa perspetiva”.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

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