18 agosto 23
Economia

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Mário Jorge Machado com perspetivas positivas face a 2024

O presidente da ATP, Mário Jorge Machado, considera que o próximo ano pode ser o do regresso a um percurso de crescimento do sector têxtil e do vestuário – apesar de, evidentemente, surgirem no horizonte várias incógnitas que aconselham a alguma moderação e que podem colocar em causa cenários minimamente otimistas. As expectativas, entretanto, estão concentradas no fecho do presente exercício.

Em extensa entrevista ao Jornal Económico, Mário Jorge Machado afirma que, “para 2024, a expectativa é que a situação melhore consideravelmente – claro que temos de considerar cenários negativos: o agravamento da guerra na Ucrânia, algum tipo de conflito em torno de Taiwan”, deixando um sinal “de confiança”.

Mais genericamente, o presidente da ATP afirma que já é possível antecipar o alívio nesta fase de altas taxas de juro – o que com certeza contribuirá também para aumentar a capacidade geral de consumo, com inegáveis benefícios para o sector. “Todos sabemos quão maléfica é para todos nós uma inflação alta. Como o Banco Central Europeu começou a tomar medidas atrasadas relativamente aos Estados Unidos, também iremos com algum atraso no reverso. É um ciclo económico que queremos que seja ajustado, todos nós estamos a sofrer, é mau para os negócios, mas até hoje não encontrámos outra forma de lidar com o arrefecimento da economia sem ser através do aumento das taxas de juro”.

Mário Jorge Machado chama ainda a atenção para a importância da aposta – já ganha – na sustentabilidade e na circularidade da indústria têxtil nacional. “Há já uma parte muito significativa das empresas para as quais a componente dos seus negócios que tem vindo a crescer tem a ver com a sustentabilidade e a circularidade. É uma aposta que o sector tem vindo a fazer e todos são de opinião que a sustentabilidade tem vindo a promover o crescimento dos seus negócios. É um dos principais elementos que tem ajudado ao crescimento”, conclui.

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