Ana Rodrigues
As marcas de moda parecem ainda não estar prontas para a circularidade. Apenas 5% das marcas têm disponível a venda em segunda mão. Mais ainda, existe pouca comunicação com o consumidor no sentido de expressar a importância da durabilidade das peças.
De acordo com o estudo Circular Fashion Index (CFX) elaborado pela consultora Kearney, as empresas do sector da moda obtiveram apenas 3 em 10 em termos de sustentabilidade. Nesse sentido, a consultora destacou a importância de implementar o serviço de segunda mão, bem como a reparação de vestuário como modelo de durabilidade, pois é um dos fatores para alcançar circularidade.
O estudo considerou 200 empresas de moda e Pantagonia, Levi’s e The North Face lideram o ranking posicionando-se como as empresas com as melhores notas em termos de sustentabilidade (8,6; 8,30 e 7,90; respetivamente). As três empresas tiveram a mesma posição durante 2022, mas segundo o estudo, a The North Face baixou ligeiramente a sua pontuação.
O grupo OVS subiu uma posição, alcançando a quarta posição neste ano, assim como Gucci, que está atrás, e Coach, que é a sétima, antes oitava em 2022. A Esprit caiu quatro posições, até ao número oito, mas ainda permanece entre os dez primeiros.
No entanto, o estudo destaca que aqueles que mostram a melhoria mais forte em relação ao ano passado são marcas de moda desportiva e outdoor, como Athleta, Timberland ou Jimmy Choo.
Das 200 empresas analisadas no estudo, 80% são dos Estados Unidos, França, Itália, Índia, Alemanha e Reino Unido. Com exceção das empresas indianas, que pontuam significativamente abaixo das demais, os resultados dos outros países estão bastante alinhados, com notas médias variando de 2,6 a 3,4 em 10.
Apenas 19 das 200 pontuam pelo menos 5 em 10 no índice e apenas as três primeiras pontuam acima de 7. Após os resultados, o estudo conclui que os “números não são bons o suficiente” para compensar significativamente o impacto ambiental da indústria.