Ana Rodrigues
As marcas globais de moda estão a investir na distribuição através de canais direct to consumer (DTC), uma vez que esperam um crescimento de 27% nas vendas por essa via. De acordo com a consultora Joor, 74% das marcas relataram que os canais de distribuição representam atualmente mais de metade das vendas.
O relatório informa que 51% das marcas afirmam que este tipo de negócio está à frente do comércio eletrónico e das lojas de retalho. Mais ainda, 75% das marcas afirmam que a mesma ou uma maior parte dos seus negócios provém do comércio grossista em comparação com o ano passado. Por seu turno, 33% relatam uma mudança do DTC para o comércio grossista, com este segmento a crescer ativamente como percentagem do negócio total.
A tendência mais evidente provém da Ásia-Pacífico e da Europa, com 45% e 43% das marcas (respetivamente), a afirmarem que uma parcela maior dos seus negócios vem do comércio grossista em comparação com o ano passado.
Quanto aos benefícios dos canais de distribuição, 96% das marcas afirmaram que poupa tempo em comparação com processos não digitais, 91% afirmaram que aumenta a precisão das encomendas e fornece dados úteis em tempo real e 88% afirmaram que proporciona melhor visibilidade do inventário.
Segundo a Joor, espera-se que os canais de distribuição atinjam 1,8 mil milhões de dólares somente nos EUA em 2023. Nesse sentido, muitas marcas, incluindo a gigante Nike, mudaram o seu foco para os canais DTC nos últimos anos, com a finalidade de aumentar as suas margens.
O relatório da Joor considerou uma série de marcas globais abrangendo diversas categorias, incluindo a moda feminina, masculina, infantil, acessórios, calçado e casa: 50% dos entrevistados vieram da Europa, 34% da América do Norte, 13% da Ásia e Pacífico, sendo o restante da América do Sul e do Médio Oriente.