Ana Rodrigues
A Mango avança rumo à sustentabilidade e vai começar a utilizar algodão proveniente da agricultura regenerativa em produtos à venda já no próximo ano. Para tal, associou-se à Materra, tendo como objetivo avançar para uma indústria da moda que respeite mais o ambiente e as pessoas.
A Materra é uma empresa anglo-indiana especializada na conceção de soluções regenerativas de cultivo e abastecimento de algodão e é graças à utilização desse tipo de fibras nas suas coleções que a Mango irá atingir um marco na sua estratégia de sustentabilidade: contará, pela primeira vez, com algodão cultivado através de práticas agrícolas regenerativas, gerando um impacto ambiental positivo para o território, a biodiversidade e para as pessoas que o cultivam.
Mais ainda e, também em estreia, a Mango terá rastreabilidade completa da cadeia de valor do algodão. Isso será conseguido através dos agricultores na Índia que irão recolher dados do solo e das culturas através da plataforma digital da Materra. Designada Co:Farm, proporciona níveis de transparência sem precedentes e permitirá à Mango monitorizar a evolução de diversos indicadores (fertilidade, saúde do solo, quantidade de nutrientes, uso de água, máquinas e pesticidas ou o tamanho da parcela utilizada, entre outros).
O compromisso de incorporar fibras mais sustentáveis e processos mais responsáveis representa, portanto, um eixo estratégico da proposta de valor da Mango. Recordemos, entre outras ações, a coleção de denim concebida com critérios de circularidade no começo de 2023 ou a parceira com a Pyratex, um fornecedor têxtil espanhol especializado em tecidos inovadores que permitiu a comercialização de uma coleção solidária feita a partir de uma mistura de algas e celulose de madeira com algodão.