Ana Rodrigues
Tendo terminado 2023 com um volume de negócio de 3.103 milhões de euros para um resultado líquido de 172,1 milhões (o dobro de 2022), a Mango revelou que o seu plano estratégico para 2026 contempla atingir os quatro mil milhões de euros, mais de 500 lojas internacionais e renovar 150 estabelecimentos.
Nesse sentido, no decorrer da apresentação dos resultados financeiros do exercício de 2023, a Mango divulgou um novo plano estratégico denominado “4E” que tem quatro alavancas estratégicas: “Elevate, Expand, Earn and Empower”.
Como salientou Toni Ruiz, “é um projeto de crescimento que nos entusiasma muito. Este plano irá permitir-nos duplicar o nosso resultado líquido nos próximos três anos e aumentar o nosso volume de negócios em mil milhões de euros”. Assim, está previsto que a marca ultrapassará os 4.000 milhões de euros em vendas, enquanto que o lucro líquido se aproximará dos 350 milhões de euros.
Assim e, para promover o projeto, a empresa pretende “reforçar a proposta de valor diferencial das suas linhas, elevando o valor da marca através da aspiração, da qualidade e de um estilo próprio desenhado em Barcelona, com um excelente serviço ao cliente e tendo a sustentabilidade como eixo transversal”. Um exercício que exige a manutenção de uma oferta adaptada à procura, acompanhada de coleções cápsula sob a forma de colaborações selecionadas ou lançamentos premium específicos.
Paralelamente, a Mango pretende desenvolver uma expansão do seu canal físico, que representa atualmente 67% do seu volume de negócios total, destacando-se o seu crescimento: “Em Espanha temos apenas uma quota de 3%, pelo que há espaço para continuar a crescer”, exemplificou Toni Ruiz sobre o canal que já fatura mais de 2.000 milhões de euros.
Das já referidas 500 lojas internacionais e da renovação de 150 estabelecimentos, anteciparam que 75% das aberturas estão concentradas em “mercados-chave” como Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia, India, Estados Unidos e México. Só este ano, entre outros planos, a marca vai lançar 30 estabelecimentos nos EUA, mercado que deverá estar entre os 3 mais relevantes para a Mango em volume de faturação em 2026.
Nos planos está, igualmente, o foco em garantir o crescimento sustentável e impulsionar a melhoria das vendas no parque de lojas e no canal online, para tal há que priorizar o desenvolvimento tecnológico, a gestão de dados, a inteligência artificial e a excelência operacional. Não estando esquecido o desenvolvimento das suas equipas, “para atingir os nossos objetivos precisamos do melhor talento e organização”, antecipou Toni Ruiz, garantindo que a força de trabalho deverá crescer 30% nos próximos anos. Atualmente, a Mango emprega 15.500 funcionários, dos quais 80% são mulheres.