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A etiqueta ‘Made in Italy’ continua em modo de pausa: a produção industrial de tecidos, roupa, couro e acessórios caiu 80,5% em abril, segundo dados publicados pelo Istituto Nazionale di Statistica (Istat). Ao mesmo tempo, o Índice de Produção Industrial (IPI) do país caiu 19,1% no quarto mês do ano.
Depois da moda, as indústrias mais afetadas pelo coronavírus em Itália foram a indústria automobilística, com uma queda de 74%, e a indústria de plásticos, que afundou 56,3%. A origem da contração é, segundo o Istat, a implementação de “medidas para conter a epidemia de Covid-19, que levou ao encerramento forçado da atividade em muitos setores ao longo do mês, com efeitos negativos significativos nos níveis de produção”.
A Itália foi o primeiro país europeu a sofrer o impacto da pandemia: o país decretou o encerramento do comércio não essencial em 12 de março e logo depois a cessação da atividade industrial, em 4 de maio.
Os números agora avançados pelo Istat são mais do mesmo: em março, o IPI já derrapara 51,2%, pelo que a tendência em abril já era esperada – mas a sua envergadura parece ainda ssim ser mais produnda que o esperado.
Desde o início do ano, o comércio italiano de têxteis e vestuário já perdeu negócios de mais de 3,5 mil milhões de euros. E a retoma, como seria de esperar, tem todos os indicadores de que será mais lenta que o que alguns esperavam: depois da ‘pequena euforia’ registada com o desconfinamento parcial do comércio – a que os lojistas acrescentaram saldos muito ‘apetecíveis’ – os movimentos baixaram visivelmente na maioria das grandes zonas urbanas comerciais.