08 outubro 24
Sustentabilidade

Bebiana Rocha

Lusófona desfila resultados do BorbaTex

A Universidade Lusófona em conjunto com o concelho de Borba está a trabalhar na criação de um novo biomaterial o Borbatex, feito a partir de resíduos da uva, nomeadamente folhas e engaços da vindima. As primeiras aplicações desta base puderam ser vistas no Desfile de Moda em Borba.

Os estudantes do terceiro ano de design e produção de moda criaram acessórios, como luvas, coletes e carteiras, para testarem os limites do material, por exemplo se podia ser cosido à máquina, se podem ser pregados botões, entre outras experiências.

“Depois de recolher informação da testagem do produto e melhorar a pasta para ser mais homogénea e vestível, lançamos o desafio aos alunos de desenvolverem em duas semanas acessórios com o Borbatex. A ideia era treiná-los para gestão de tempo, tirá-los da zona de conforto, mas também ver na prática os limites do material”, enquadra Alexandra Cruchinho, coordenadora da iniciativa, ao T Jornal.

Os resultados foram satisfatórios, estão agora a partir para outras explorações: “vamos pedir aos alunos de mestrado que trabalhem por mais tempo esta matéria-prima. Já estiveram a auscultar os desafios dos colegas do terceiro ano para poderem inovar a partir daí”, diz a docente.

O projeto está ainda numa fase de produção muito artesanal, o objetivo da Lusófona é arranjar parcerias para tentar industrializar o processo. “Ainda não procuramos investidores, estamos à procura de parceiros que nos ajudem a melhorar o produto e a colocá-lo no mercado”, termina. Diretamente envolvido na investigação está também o designer Luís Buchinho.

Borbatex apresentação

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