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Uma receita que podia ter sido retirada do sector têxtil: um dos segredos para a longevidade das empresas familiares “está na aposta na inovação como forma de sustentar o crescimento empresarial”. Luís Todo Bom, que lança esta terça-feira no Porto um livro sobre a matéria, não tem dúvida que a fórmula tem potencial.
A segunda edição revista e aumentada do ‘Manual de Gestão de Empresas Familiares’, lançado no Porto esta terça-feira, 13 de junho, no Hotel da Música (pelas 17h30), é “isso mesmo: um manual para melhorar a gestão das empresas familiares, de que os sectores tradicionais, como os têxteis, estão cheias”, disse Luís Todo Bom em declarações ao T Jornal. “É uma realidade complexa, porque mistura afetos com racionalidade financeira. Quando a fusão é boa, é fantástico; quando corre mal, é um desastre”, disse.
Sendo uma realidade tão próxima do sistema empresarial português, Luís Todo Bom pretende com o livro criar evidência de que há formas de escapar ao estigma da derrota por via da partição das heranças. “Se as famílias crescem e as empresas não, não haverá lugar para toda a gente”, afirma o gestor de empresas, professor e consultor. Ou seja, a única solução é fazer as empresas crescerem. “E é aí que ou falo da importância da inovação como forma promover o crescimento”, refere.
O gestor refere que nesta segunda edição criou um estudo de caso: “o da família Silva, o nome mais comum dos portugueses, que é inventado”, e a partir do qual Luís Todo Bom pretende exemplificar como é que, a partir do tradicional impacto negativo da mudança geracional, uma estrutura empresarial pode defender-se do fantasma do desaparecimento.