Bebiana Rocha
A LMA, referência nos têxteis técnicos, apresenta-se no mais recente episódio da Fibrenamics ‘Inovações com Fibras e Compósitos’ como “um alfaiate, que responde às especificações bem definidas do cliente”.
Alexandra Araújo, CEO da empresa, diz ser fundamental “estar sempre preparado para fazer novo” e dá exemplos bem sucedidos da sua parceria com a spin off da Universidade do Minho, entre eles o LMA Pro, que consistiu no desenvolvimento de um sistema fibroso multicamada para proteção contra corte provocado por uma motosserra manual.
“A malha conta com três camadas, que têm diferentes funções: a camada exterior é composta por bolsas contendo fibras soltas que, quando em contacto com a corrente da motosserra, a fazem parar imediatamente”, explica.
A camada intermédia serve para proteção contra o corte por via da utilização de estruturas de malha com comportamento auxético em combinação com materiais fibrosos de elevada rigidez; e a camada junto ao corpo para conforto por via da termorregulação, gestão de humidade e respirabilidade.
O projeto na área militar Auxdefence foi outro dos exemplos citados, onde a LMA participou no desenvolvimento de uma malha que segura o impacto balístico.
“Temos de nos posicionar no mundo com inovação, muita criatividade e eficiência”, insiste a administradora, atribuindo a faturação à venda de “produtos diferentes, com mais valias” para quem os compra.
Durante o episódio, Alexandra Araújo falou também da sua visão de sustentabilidade, que aplica a três níveis: nos movimentos internos, sendo certificada pela Bcorp; nas exposições dos comerciais, que se focam na durabilidade e não tanto na oferta de materiais reciclados ou orgânicos, e no esforço por deixar de vender artigos em que não acredita. A conversa pode ser vista na integra aqui.