23 janeiro 26
Feiras

Bebiana Rocha

‘Living Sustain’: Portugal é um dos três territórios de excelência na PV Paris

A Première Vision Paris destaca, na edição de fevereiro (de 3 a 6), três territórios de excelência: França, Japão e Portugal. Sob o mote “Living Sustain”, a indústria têxtil e de vestuário portuguesa surge como um exemplo de savoir-faire. A lista de expositores já é conhecida. No âmbito do projeto Sustainable Textile & Apparel From PORTUGAL, promovido pela ATP, participam, na área de Fabrics, 6Dias Têxteis, A.Sampaio & Filhos, Albano Morgado, Barbosa & Cardoso, Bloomati, Fábrica de Tecidos Vilarinho, Familitex, Lemar, Modelmalhas, NGS Malhas, Sidónios Knitwear, Troficolor Denim Makers e Vilartex. Em Leather, participa a Cosmiknit. E em Manufacturing, estão a Calvi, J. Caetano & Filhas e Consifex.

Num artigo dedicado, a Première Vision descreve Portugal como um país onde a tecnologia reforça a tradição, com décadas de experiência na produção de malhas, sobretudo malhas circulares. O texto destaca a forte concentração regional no Vale do Ave e Cávado e a capacidade de adaptação do setor para um modelo de negócio com maior valor acrescentado.

“Hoje, as empresas portuguesas são altamente competentes na engenharia do toque, do caimento e da estabilidade dimensional, com um know-how notável em construções técnicas e funcionais”, lê-se. Como exemplos dessa excelência, a publicação cita a Sidónios Knitwear e A.Sampaio & Filhos.

A Première Vision reconhece ainda a aposta das empresas portuguesas na economia circular, na utilização de matérias-primas de menor impacto, na reciclagem têxtil, em processos produtivos energeticamente mais eficientes e na transparência da cadeia de valor. Vilartex, NGS Malhas e Casa da Malha são mencionadas como exemplos de empresas que investem em fibras regenerativas de base biológica.

A mensagem que sobressai é clara: Portugal é um país competente, com padrões extraordinariamente elevados, cujo principal argumento de venda é a integração vertical. “Em distâncias relativamente curtas, uma marca pode trabalhar com uma empresa que controla toda a cadeia” – da fiação à malha, passando pela tinturaria, acabamentos e confeção. Isso traduz-se em velocidade, quantidades mínimas mais baixas, controlo de qualidade rigoroso, personalização e flexibilidade, deixa claro. “Os compradores podem rastrear um tecido até um lote de fio, um lote de corante ou um certificado de fornecedor”.

O artigo menciona ainda outros exemplos relevantes do setor, como o grupo Valérius e a Positive Materials, concluindo que o nearshoring para Portugal é uma “estratégia pragmática e comercialmente racional, capaz de responder aos atuais riscos da cadeia de abastecimento e à crescente pressão regulatória”.

Além das empresas envolvidas no projeto de internacionalização da ATP, várias outras empresas portuguesas marcam presença no certame, entre as quais Casa da Malha, Crispim Abreu, Fitecom, Lurdes Sampaio, Matias & Araújo, Paulo de Oliveira, Penteadora, Somelos, Texser, TMG Textiles, Trimalhas, Inovafil, Acatel, Positive Materials e Maximo International.

Também estão representadas empresas como Anjos e Lourenço, António Manuel de Sousa, Barcelbordados, Cordeiro e Campos, WAT, Dicasi Brands, Têxtil Nortenha, Fatulino, FLM, Irmãos Rodrigues, Jobarros, Ritedu, Siena, Somani, TMR Fashion Clothing, Addvance Studio/Essence Studio, Bolflex, Dias Ruivo, Exposola, Inducol, Indutan e MTV Belts.

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