Bebiana Rocha
Os resíduos têxteis representam cerca de 5,97% dos resíduos urbanos rececionados pela LIPOR, o que corresponde a cerca de 24 mil toneladas. Um valor significativo que tem levado a empresa a apostar na reciclagem têxtil.
“Face aos objetivos definidos no Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos, a recolha selectiva de resíduos têxteis é estratégica, no sentido de retirar, do fluxo indiferenciado, a quantidade necessária de resíduos e potenciar a sua reciclagem”, enquadra Filipe Carneiro, chefe de divisão de apoio à implementação de projetos operacionais, que esteve na passada sexta-feira, dia 28 de junho, no evento de sustentabilidade Greenfest.
“Com a obrigação da recolha seletiva ter que se iniciar até 1 de janeiro de 2025, é com grande preocupação que a LIPOR constata que ainda existem sérios constrangimentos legais, técnicos e organizacionais que dificultam a sua implementação”, comenta.
No encontro, Filipe Carneiro abordou com o restante painel temáticas como: indefinição dos conceitos Têxtil e Resíduo Têxtil; não existência de um fluxo específico e devidamente regulamentado; atraso na implementação da responsabilidade alargada do produtor; não existência de uma entidade gestora e não existirem soluções de escoamento para os resíduos têxteis pós-consumo.
“Na cadeia de valor do têxtil, o cidadão tem um papel decisivo em todo o processo. Para garantir a gestão sustentável dos têxteis é essencial conseguirmos o envolvimento do consumidor, sendo o primeiro passo termos cidadãos informados”, atenta. Da parte da LIPOR, tem efetuado nos últimos anos, um vasto trabalho, Filipe Carneiro dá o exemplo do envolvimento no projeto Be@t e no projeto BIOSHOES4ALL.