31 janeiro 22
Moda

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Ligação com o sector têxtil é estratégica para a ANJE

Alexandre Meireles, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), afirma que um dos maiores sucessos do seu mandato “foi o acordo de bandeira que fizemos no têxtil, com o Afreximbank, uma multilateral africana, para promover a indústria do vestuário e têxtil desse continente em Portugal”.

Em entrevista ao jornal Dinheiro Vivo, o presidente da ANJE salienta ainda que “mais recentemente, no fim de novembro, assinámos na África do Sul um memorando de entendimento em que a ATP é nossa parceira técnica, para desenvolver um cluster têxtil em África que crie emprego”. Neste contexto, “o balanço do mandato é este: aposta em transição digital e capacitação dos associados e esta ligação ao Portugal Fashion, que é um dos nossos projetos âncora e ainda está a meio caminho, mas que gostava de concretizar até fim do mandato”.

Por outro lado, Alexandre Meireles defende “um IRC diferenciado que premeie empresas que sobem salários, que têm um papel na descarbonização e ajudem a economia”. Esta descriminação positiva não seria para implementar de imediato, mas “há condições para o fazer, talvez não em um ou dois anos, mas para começar a trilhar esse caminho”. Esta descriminação, defende Alexandre Meireles, permitiria, por outro lado, ajudar as empresas a combaterem as consequências da pandemia, desde logo por contribuir para o fortalecimento das tesourarias – uma das maiores inibições ao desenvolvimento.

Outros custos de contexto merecem também o foco do presidente da ANJE; nomeadamente no que tem a ver com a formação, tando de trabalhadores como dos próprios empresários. Salientando que um dos fatores de alavancagem da recuperação das economias do leste da Europa – que paulatinamente vão ultrapassado a portuguesa em termos de capacidade de crescimento – é precisamente a literacia, Alexandre Meireles afirma que “há falhas na formação de base dos nossos empresários, como as há na dos colaboradores; temos de formar mais as pessoas”.

Um exemplo concreto: “há muitas falhas na transição digital: basta ver que só 50% das empresas têm presença digital e nas que atualizam conteúdos a taxa anda pelos 20%. Isto tem de se debater, é preciso uma estratégia para o nosso sistema educativo, que é um dos problemas estruturais da nossa sociedade”.

Dois anos depois de ter tomado posse da presidência da ANJE, Alexandre Meireles faz um balanço globalmente positivo do trabalho que empreendeu.

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