03 fevereiro 25
Empresas

Bebiana Rocha

Jomafil: “O nosso foco é otimizar processos e qualidade”

Desde 1968 que a Jomafil presta serviços na área da reciclagem têxtil, nomeadamente dos resíduos têxteis, transformando-os em novas matérias-primas para diversas indústrias. O T Jornal foi saber que desafios a empresa aponta à entrada em vigor da recolha seletiva de têxteis pelos municípios desde 1 de janeiro e qual é a estratégia para o novo ano.

“A recolha seletiva é um passo positivo, mas a falta de infraestruturas e a variabilidade da qualidade dos resíduos são questões que denotam alguma inércia por parte das autoridades. A separação eficiente e a rastreabilidade do material são essenciais para um sistema sustentável e isso não está a ser feito”, aponta Nuno Madeira, CEO.

Em entrevista, diz-se preparado para enfrentar o possível aumento na quantidade de material pós-consumo resultante desta imposição: “reforçamos a nossa estrutura para lidar com esse possível crescimento, mas sem depender dele”, informa, mostrando um lado ponderado. “O nosso foco é otimizar processos, melhorar a eficiência e a qualidade”, foca.

Para isso, investiu recentemente na aquisição de novas tecnologias de desfibragem, de novos equipamentos para aumentar a eficiência do processamento – “nomeadamente uma linha de separação de partes não metálicas” e está ainda a trabalhar no reforço da automação e controlo de qualidade. A Jomafil garante neste momento uma capacidade instalada superior a 600 toneladas/ano.

Nas ambições para 2025 a empresa tem: expandir a sua atuação na área da reciclagem e implementar um gabinete de sustentabilidade, este último objetivo já vai numa fase avançada do processo, permitindo à empresa ter métricas e valores mais precisos para dar aos seus contactos.

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