16 março 22
Indústria

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Já há empresas paradas por causa dos custos da energia

O presidente da ATP anunciou esta terça-feira, dia 15 de março, que várias empresas do setor têxtil decidiram parar a laboração durante alguns dias devido à escalada do preço da energia, “porque o custo de estar a laborar é muito superior ao custo de estarem encerradas”. Uma situação que Mário Jorge Machado classifica como “muito complicada” e que afeta em particular as áreas da fiação, da tecelagem e dos acabamentos.

“Muitas empresas pararam a produção durante alguns dias na expetativa de que os preços da eletricidade e do gás natural baixem para poderem retomar a laboração”, disse à Agência Lusa o dirigente da associação que representa o setor têxtil, referindo, no entanto, apenas ter conhecimento de uma empresa do setor têxtil que decidiu encerrar definitivamente, tendo essa decisão sido tomada ainda antes do início da guerra na Ucrânia.

Segundo o presidente da ATP, “o problema da energia já começou antes da guerra, nomeadamente no gás natural que aumentou 600% desde há seis meses”, o que se veio juntar ao encarecimento das matérias-primas e aos aumentos brutais dos custos da energia.

Na segunda-feira, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, apresentou um pacote de apoios às empresas para fazer face ao aumento dos preços da energia, mas afastou a hipótese de regresso ao regime de lay-off simplificado.

“Até preferimos dar apoios para que as empresas continuem a laborar” do que dar apoios para que as empresas coloquem os trabalhadores em casa, disse, admitindo que para as áreas de consumo intenso de gás natural está a ser estudada a possibilidade de apoios diretos às empresas.

Um dos setores assinalados por Siza Vieira para beneficiar dessas medidas, que segundo o governante estão a ser analisadas a nível comunitário, é o dos acabamentos têxteis.

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