Bebiana Rocha
A J. Gomes, empresa de fiação têxtil com sede na Covilhã, está a desenvolver uma coleção feita a partir de desperdícios não utilizados na indústria têxtil e dos lanifícios. A cápsula, que chega ao mercado no final de setembro, será numerada e terá no máximo 700 peças. Cada peça terá uma etiqueta com a sua história.
Além disso, cada peça será acompanhada por um vale de 20% de desconto numa compra futura, caso seja entregue para reciclar. “Esta é uma forma de fazer um conceito de moda diferente, apostar no ecodesign e no desperdício mínimo”, diz a co proprietária Catarina Gomes em declarações citadas pela Lusa, esperando que a iniciativa sirva para incentivar outras empresas a arriscarem em criar produtos com o menor impacto possível para o meio ambiente.
Criada em 1974 e com capacidade para transformar 1.500 toneladas de desperdício por ano, a J. Gomes definiu desde cedo como objetivo tornar-se uma referência na maximização da utilização das matérias-primas.
“Desenvolvemos uma parceria com a indústria automóvel, em que produzimos um novo fio reciclado através dos desperdícios da empresa e voltamos a incorporá-los no circuito automóvel”, acrescenta a empresa de Castelo Branco. Mas não se fica por aqui, faz também parte do alargado grupo que constitui o projeto be@t.