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Um projecto de lei que proíbe a criação de animais com o objetivo de venda de peles foi há dias aprovado pelo Senado italiano. A lei terá ainda que ser aprovada pelo Parlamento em plenário, mas tudo indica que a proibição se vai tornar efetiva a curto prazo.
O passo final passa pelo fecho definitivo de todas as explorações que se dedicam à criação com vista à venda de peles para a indústria da moda, prevendo a nova legislação um significativo apoio económico para que todas possam cessar a atividade num curto prazo de seis meses.
O texto legislativo conta com o apoio de deputados tanto da esquerda como da direita do parlamento, que o classifica como “vitória histórica, um marco da civilização com o fim do sofrimento indescritível para esses animais”, como referiu e deputada esquerdista Loredana de Petris, enquanto Michaela Brambilla, da direita parlamentar, fala “num ponto de viragem histórico depois de três legislaturas lutando por esse propósito”.
Recorde-se que antes desta aprovação no Senado já reconhecidas marcas italianas de moda como Giorgio Armani, Gucci, Prada, Valentino ou Versace tinham renunciado à utilização de peles animais.